VISUAIS
DO SITE
THE MIND IS THE ART.
MUSIC
MEMORY
TRANSFORMATION
THE MIND IS THE ART.
ENTER MY MIND é um espaço em constante transformação.
Cada era altera a maneira como você entra, vê e atravessa minha mente.
As músicas deixam memórias. As imagens deixam símbolos. E cada versão deste site guarda um fragmento de quem fui.
Nada aqui precisa permanecer igual para sempre.
Nem tudo que nasce na minha mente vira música.
Algumas ideias se tornam imagens.
Outras se tornam lugares.
Este é um deles.
A cada nova era, uma nova forma de entrar.
Novas cores, novos símbolos, novas versões de mim.
O cenário pode mudar.
Mas cada criação deixa algo para trás.
Um universo de memórias, despedidas e sentimentos que continuam doendo mesmo depois que tudo parece ter acabado.
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Sete músicas. Sete mundos para atravessar. Escolha um fragmento.
Cada faixa terá seu próprio player oficial do Spotify dentro da página da letra, após a publicação dos links.
AN EARLY MEMORY / BEVERLY HILLS RPAntes de existir saudade, existia a gente.
Tudo começou com uma curtida numa fotografia, duas pessoas tímidas e uma sensação que nem a distância entre duas telas conseguiu explicar.
A STORY I NEVER STOPPED CARRYING / SCROLL TO REMEMBER ↓Uma música que fiz um dia antes do nosso casamento para contar como tudo começou. Mais tarde, voltei a ela e mudei a letra. A lembrança permaneceu; as palavras precisaram acompanhar o tempo.
♪ Pressione para ouvir. A música acompanha esta página e para ao sair dela.
Eu já era o Biel e trabalhava com fotografia. Ele sempre curtia as fotos que eu publicava no Instagram dentro do RP. Eu comecei a reparar, a achar ele lindo, até criar coragem para puxar assunto.
Na primeira conversa, eu estava tão nervoso que ficava andando em círculos ao redor dele dentro do jogo. Veio o primeiro beijo — e a surpresa de perceber que um beijo virtual podia provocar um sentimento tão real.
Passamos horas falando de músicas, filmes e rindo, os dois nervosos. Naquele dia, alguma coisa mudou.
A gente não sabia ainda, mas já estava começando uma história.




O que começou com uma conversa tímida virou companhia, risadas, jogos, filmes e histórias. Aos poucos, deixamos de dividir apenas um mundo virtual: conversávamos também sobre a vida real, sobre as dificuldades e sobre quem éramos fora daquele universo.
Eu sentia afeto, presença, amor. E foi nesse sentimento que encontrei coragem para pedir ele em namoro.

Eu me antecipei ao pedido de casamento. Estava tão certo de querer aquela história que fiz a pergunta primeiro, num momento organizado com minha família Kowarick. Mas ele também queria me pedir: tinha planejado fazer isso antes de mim. E encontrou o próprio momento para fazer a pergunta.
Assim, cada um pôde escolher o outro em voz alta.



O casamento foi lindo e emocionante. Havia tanta gente ali por nós, pela história que construímos. Por um dia, aquele mundo parecia grande o suficiente para guardar tudo o que sentíamos.



Duas cartas preservadas nas palavras daquele dia. Clique para ler os votos originais.
Amor, até hoje, cada vez que te vejo, sinto aquele friozinho na barriga como se fosse a primeira vez. É uma mistura de leveza, amor e tantos sentimentos que nem consigo explicar. Você me completa de um jeito que eu nunca imaginei .
Eu nunca estive preparado pra tanto amor, e ele me pegou de surpresa , me consumiu de uma forma que nem sei. E eu sei que às vezes não sou muito bom em mostrar tudo que sinto , tenho meu jeitinho meio estranho, mas com você aprendi a ser eu. O seu jeito calmo, sua risada largada ... você me faz sentir em casa , faz tudo ser mais leve.
O destino te colocou no meu caminho , e ele sabia exatamente o que estava fazendo. Eu não poderia ter encontrado alguém melhor. Às vezes, palavras não conseguem expressar tudo o que eu sinto por você . Mas hoje, pela primeira vez, eu subo aqui pra casar , algo que eu sempre sonhei. E sabe por que demorou? Porque tinha que ser com a pessoa certa, e essa pessoa é você .
Te amo mais do que consigo dizer , e estou pronto pra viver essa vida do seu lado, pra sempre .
Biel Zago, meu amor!
Nossa vida têm sido marcada por coincidências, poemas e poesias e hoje, diante de todos que amamos, quero compartilhar um trecho de uma música que gosto muito do grupo de Kpop Ive. Nessa música, em um parte específica, a letra diz o seguinte: "whats after like?". Na tradução literal, "O que vem depois do gostar?", mas trazendo para nossa vivência, eu traduziria como "O que vem depois de muitos likes em uma foto?".
E respondendo à essa pergunta, depois do like veio todo meu carinho e admiração por você, só que não parou por ai! Você, meu amor, me conquistou com suas palavras doces e seu jeito amável e por fim, depois do like, eu me apaixonei perdidamente!
Pode parecer precipitado ou rápido demais nosso casamento, mas, parafraseando Luiza Sonza: "O tempo passa como nos relógios de Dalí". E como já disse Carlos Drummond de Andrade: “Depressa, que o amor não pode esperar”!
Minha vida, você se tornou a minha maior certeza e com você me sinto completo! Por isso, saiba que, "quando vc disser que me ama, saiba que eu amo mais!"
Não quero me extender muito nos meus votos, pois tudo que eu sinto eu pretendo demonstrar em cada momento que estivermos juntos, prometendo fazer que cada segundo seja especial ao seu lado.
Pra finalizar, quero que saiba que me sinto como em uma música do Elvis Presley, onde ele diz: "Pegue minha mão. Tome minha vida inteira também. Porque eu não consigo evitar de me apaixonar por você.”
Meu sol e estrelas, eu te amo!

Com o tempo, ele começou a trabalhar fora do jogo e nossos encontros ficaram mais difíceis. Eu atravessava uma fase em que precisava de afeto, mas nem sempre sabia lidar com meus problemas; algumas vezes descontei nele aquilo que sentia.
Quando terminamos, levei comigo tanto as lembranças dos dias bons quanto a consciência de atitudes que eu precisava rever.
Mais tarde, amigos em comum nos aproximaram novamente. Sei que ele seguiu a vida dele e não presumo saber o que sente hoje. Mas reconheci na voz dele uma sensação que parecia adormecida.
Uma partida de DBD virou pretexto para conversar: eu errava o caminho no jogo porque preferia ouvir como ele estava. Lembrei de quando ficava rodando ao redor dele no RP, nervoso demais para falar.
O mesmo frio na barriga. Outra vida inteira entre o antes e o agora.


Eu não sei se algum dia vou encontrar o jeito certo de dizer tudo isso, mas queria começar pelo mais simples: obrigado por ter feito parte da minha vida.
Eu amei você de verdade. Amei seu jeito calmo, sua risada solta, as conversas sobre qualquer coisa e a maneira como, mesmo em um mundo virtual, você fazia tudo parecer casa. O que vivemos não foi menos real por ter começado atrás de uma tela.
Também preciso te pedir desculpas. Eu estava vivendo dificuldades que não soube administrar e, em vez de cuidar do que tínhamos, deixei parte do meu peso chegar até você. Reconheço que te machuquei. Não digo isso para mudar o passado nem para justificar meus erros, apenas porque você merecia ouvir de mim.
Quando lembro da nossa história, não quero que o fim apague tudo o que veio antes. Guardo os dias comuns, as promessas, o carinho e a felicidade de ter vivido aquilo com você. Foi bonito. Foi importante. E, para mim, foi verdadeiro.
Não sei como você olha para nós hoje, e não espero que sinta o mesmo. Fico feliz por termos conseguido nos encontrar de novo, mesmo que de outra forma. Ouvir sua voz ainda me toca, mas esse sentimento não precisa se tornar um pedido ou uma obrigação.
Eu queria apenas que você soubesse: te amei, tenho um carinho enorme por você e sou grato por tudo o que vivemos. Talvez algumas histórias não desapareçam quando terminam. Talvez encontrem outro lugar para existir. A nossa acabou virando música.
Três capítulos musicais, cada um com sua própria linguagem, seus símbolos e suas histórias.

Três álbuns. Três momentos da mesma vida.
Uma história que só entendi depois de vivê-la.
NÃO FOI TUDO PLANEJADO.
Eu não comecei esses três projetos com a intenção de contar uma única história. Cada um nasceu do momento que eu estava vivendo, das coisas que eu sentia e da maneira como tentava entendê-las.
Só depois percebi que existia um caminho entre eles. A busca por uma felicidade que não era verdadeira. O silêncio que veio quando me afastei. A desordem que precisei enfrentar. E, por fim, a maturidade de reconhecer aquilo que ainda dói, sem deixar que a dor decida por mim.
Não são três capítulos sobre a mesma tristeza. São três maneiras diferentes de aprender a ser quem eu sou.

Eu estava procurando felicidade onde ela não existia.
Counterfeit Joy não foi apenas um conceito sobre uma alegria artificial. Foi uma tentativa real de fugir das coisas que eu não queria encarar. Eu procurava alívio em lugares, experiências e distrações que pareciam oferecer alguma felicidade — mas que nunca me davam algo verdadeiro.
Por isso, aquele universo era tão colorido e, ao mesmo tempo, tão vazio. As balinhas, as embalagens e os excessos não eram apenas uma escolha estética: representavam a vontade de sentir alguma coisa boa, nem que fosse por pouco tempo.
Eu estava tentando escapar de mim mesmo, sem ainda perceber isso.
FOI A FUGA.

Eu escrevi essa música e, de certa forma, segui o que ela dizia ao pé da letra. Me afastei de todo mundo. Precisava ficar sozinho para entender o que estava acontecendo comigo.
Naquele silêncio, sem as distrações que antes pareciam suficientes, começou a nascer Divine Disorder.
ENTRE O PRIMEIRO E O SEGUNDO ATO
A desordem não me destruiu. Também me construiu.
Foi quando parei de fugir que comecei a entender a minha própria história. Meus erros, as decisões difíceis e as coisas ruins pelas quais passei não eram apenas marcas de algo que deu errado. Tudo isso também participou do processo de construção de quem sou hoje.
Divine Disorder nasceu dessa descoberta: eu não precisava apagar as partes confusas de mim, nem me tornar outra pessoa para merecer ser feliz. Podia reconhecer tudo o que vivi, aceitar minhas contradições e encontrar beleza até naquilo que parecia quebrado.
Eu aprendi a gostar de quem me tornei. De não ser perfeito. De não precisar ser. E, assim, a desordem da minha vida se tornou, para mim, divina.
FOI A TRANSFORMAÇÃO.

Eu não precisava voltar a ser quem era.
Precisava descobrir quem havia me tornado.

Não era para ser um encerramento. Mas acabou sendo.
Quando comecei Still Hurts, eu não pensava em fechar um ciclo. Queria criar algo mais delicado e íntimo, dar espaço às memórias, às relações e aos sentimentos que continuavam presentes. Só depois percebi que aquelas músicas estavam encerrando uma história maior.
Eu já tinha aprendido a me aceitar, mas amadurecer também me mostrou que algumas pessoas e alguns ciclos precisavam sair da minha vida. Precisei me tornar mais frio em certas decisões — não porque deixei de sentir, mas porque comecei a enxergar com clareza quem eu sou, o que quero e aquilo que não posso mais carregar.
Still Hurts não diz que nada mais dói. Diz que posso sentir o que ficou, deixar o que precisa ir e ainda assim ser feliz comigo mesmo — inclusive com as minhas imperfeições.
E foi assim, sem planejar, que o terceiro álbum deu um ponto final ao que os dois anteriores haviam começado.
FOI A MATURIDADE.

Primeiro tentei fugir. Depois precisei me reconstruir. No fim, entendi que podia aceitar o que permanece sem continuar preso ao que passou.
Esses três universos sempre farão parte de mim, mas não precisam definir o que vem depois. Não preciso mais transformar cada dor em uma história, nem procurar respostas em tudo o que vivi.
Daqui para frente, tudo é território novo de criação. Novas histórias, outros mundos, personagens que ainda não existem e ideias que talvez eu nem consiga imaginar agora.
Pela primeira vez, não preciso saber aonde tudo isso vai me levar.
Tenho um universo inteiro para explorar. THE END OF AN ERA. NOT THE END OF MY MIND.
STILL HURTS é um álbum sobre tudo aquilo que chegou ao fim, mas nunca deixou de existir dentro de nós. Sobre memórias que permanecem, ausências que pesam e sentimentos que continuam vivos mesmo depois de tudo ter acabado. Ao longo das faixas, Biel atravessa a cidade e as memórias em THIS TOWN, assiste simbolicamente ao próprio fim em MY FUNERAL, confronta a ferida paterna em I KILLED THE LION, deseja escapar de um mundo que já não entende em ASTRONAUT, admite que algumas dores continuam em STILL HURTS, encara a sensação de que ainda não chegou ao fim em NOT YET e fecha ciclos em EXPIRED. É um disco íntimo, melancólico e cinematográfico, mas não passivo: fala de despedidas, vínculos, tempo, solidão e da tentativa de continuar mesmo quando algumas coisas ainda doem. Cada música funciona como uma lembrança diferente de algo que terminou, mas deixou marcas que o tempo ainda não conseguiu apagar.
O álbum também terá seu espaço aqui no Spotify, assim que o link estiver disponível.
O que começou com os visuais de sete músicas se tornou um filme. Esta é a história de como ele foi feito.
2026 / UM MÊS DE PRODUÇÃOAssista ao resultado de um mês de produção: sete músicas conectadas por cenas, transições e uma narrativa que nasceu dos visuais do álbum.
ASSISTIR AO FILME NO YOUTUBE ↗Depois de criar os visuais das músicas de Still Hurts, comecei a olhar para tudo aquilo de outra maneira. As imagens já contavam histórias separadas, mas eu sentia que elas poderiam conversar entre si. Foi quando pensei: por que não tentar transformar esse universo em um filme visual?
Não queria apenas colocar uma música depois da outra. Queria que existisse uma continuidade — que uma cena levasse à próxima, que as transições tivessem sentido e que os sete capítulos parecessem parte de uma única jornada.
O maior desafio não era imaginar o filme. Era fazer cada detalhe funcionar do jeito que eu imaginava.
Precisei pensar na passagem entre as músicas, nos ambientes, no ritmo das cenas e na sensação de que o personagem estava atravessando tudo aquilo de verdade.
Trabalhei o enquadramento, a câmera muitas vezes estática, os movimentos sutis, a iluminação e a identidade visual. Uma mudança indevida no rosto, no cenário ou no movimento já podia comprometer uma sequência inteira.
A IA abriu possibilidades enormes, mas nem sempre seguia as instruções. Algumas cenas precisaram ser refeitas várias vezes. Tive de adaptar ideias, reescrever orientações e encontrar soluções para o que a ferramenta ainda não conseguia executar.
O processo levou um mês. Além das limitações da inteligência artificial, o custo para produzir as cenas era muito alto. Cada tentativa exigia escolhas: insistir, refazer, ajustar ou procurar outra maneira de chegar ao resultado que eu queria.
Houve momentos em que parecia complicado demais para continuar. Mas a ideia já tinha ganhado forma na minha cabeça, e eu não queria abandoná-la pela metade. Continuei testando, corrigindo e construindo cena por cena.
Depois de um mês, consegui transformar os visuais de Still Hurts em uma experiência única, com começo, meio e fim. O resultado, para mim, foi magnífico — não porque o caminho tenha sido fácil, mas porque cada limitação, cada tentativa e cada escolha fizeram parte da construção do filme.
O que nasceu como uma ideia depois das fotografias acabou se tornando uma das partes mais trabalhosas e especiais de toda essa era.
ASSISTIR AO RESULTADO NO YOUTUBE ↗O filme fecha um ciclo. Os próximos mundos ainda estão por descobrir.
REVER O FILME COMPLETO ↗Uma ferida herdada. Um confronto simbólico. Uma maneira de interromper um ciclo.
ASSISTIR AO CLIPE ↗O leão representa uma figura paterna: a força de alguém que deveria proteger e, ao mesmo tempo, pode ferir. É possível reconhecer o amor, a admiração ou os vínculos que existiram sem negar o medo, a cobrança e a dor.
O título não fala de uma morte literal. Matar o leão é uma imagem de ruptura: deixar de entregar a esse vínculo o poder de definir quem eu sou.

É o ponto de partida da história: as tradições, o peso da família e as ideias de autoridade que aprendemos antes de saber questioná-las.
A mudança para a savana tira o personagem de um espaço conhecido e o coloca diante do leão, uma figura que já não pode ser evitada.
A máscara escura identifica o pai. A dourada revela que o filho também aprendeu a ser leão — mas pode escolher que tipo de força levará para a própria vida.
As guardiãs personificam medo, culpa e esperança. No ritual, elas sustentam o laço que ainda prende o filho à expectativa de receber o amor do pai.
O golpe destrói simbolicamente o domínio do Leão sobre o filho. O vínculo já havia começado a se romper muito antes; a decisão final é deixar de esperar.
As flores que surgem ao final transformam o confronto em imagem de mudança. A libertação não reescreve o passado, mas permite que algo diferente exista depois dele.
O ritual no começo do clipe não é uma coroação feita para transformar o filho em uma cópia do pai. Quando as três mulheres colocam a máscara dourada sobre a sua cabeça, ele recebe o símbolo de uma força que por muito tempo acreditou pertencer apenas ao Leão.
Ele cresceu à sombra dessa figura, tentando ser visto, reconhecido e amado. Mas, ao vestir a máscara, começa a compreender algo diferente: também pode ocupar seu próprio lugar, tomar suas decisões e construir uma vida que não dependa da aprovação paterna.
Ele aprendeu a ser leão, mas não precisa repetir as feridas do Leão. A máscara do pai carrega o peso da autoridade e do passado. A do filho carrega a possibilidade de escolher outro caminho — firme sem ser cruel, livre sem precisar apagar de onde veio.



Elas não são vilãs. São sentimentos que nasceram dessa relação e, por muito tempo, mantiveram o filho preso ao desejo de conquistar o carinho do pai.

O medo de errar, de decepcionar o pai e de nunca ser forte o suficiente. É a voz que o filho aprendeu a ouvir antes mesmo de tomar as próprias decisões.
A sensação de nunca ter feito o suficiente. Mesmo quando se machucava, ele se perguntava se havia provocado a dor, como se precisasse merecer amor.
Talvez a mais dolorosa das três: acreditar que um dia o pai mudaria, demonstraria orgulho e ofereceria o abraço que sempre faltou. Era essa espera que o mantinha ligado ao Leão.
O tecido vermelho representa o vínculo de sangue entre pai e filho. Sua cor carrega amor e memória, mas também dor, herança e feridas. As guardiãs o seguram porque esse vínculo é sustentado não apenas pelo amor, mas pelo medo, pela culpa e pela esperança.
A primeira rachadura nasce das atitudes do pai. Cada ausência, cada palavra que machucava e cada demonstração de afeto que não chegava desgastavam os fios. O laço começa a ceder muito antes de o filho decidir partir.
O rompimento final acontece quando o filho para de tentar conquistar aquele carinho. Ele deixa de implorar por reconhecimento e entende que não pode sustentar sozinho uma relação que deveria acolhê-lo. Não é o instante em que o amor acaba; é o instante em que a espera deixa de comandar sua vida.

No vídeo, os fios se desgastam até se soltarem. A imagem reúne dois movimentos da história: a ruptura que o pai começou com suas atitudes e a liberdade que o filho encontra quando deixa de esperar que ele mude.
UM FRAGMENTO DO RITUAL DE I KILLED THE LIONQuando o laço vermelho se rompe, uma quarta mulher surge para dançar com o filho. As três primeiras guardiãs — Medo, Culpa e Esperança — estavam ligadas ao que ainda o prendia ao Leão. A quarta representa o que nasce quando ele deixa de esperar.
Ela não aparece para substituir o pai, reconstruir o vínculo ou apagar a dor. Sua dança é um movimento sem amarras: a permissão de seguir, escolher e existir fora daquela sombra.
As três primeiras mulheres seguravam aquilo que ainda o prendia. A quarta não segurava nada. Ela dançava.
Não é o fim da história passada. É o começo da vida que ele decide viver.


Eu não precisei deixar de amar o Leão para deixar de viver à sua sombra.
Quando o filho mata o Leão, não está matando o próprio pai. Está destruindo simbolicamente o poder que aquela figura tinha de decidir o seu valor e o rumo da sua vida. As flores que nascem do confronto mostram que até uma ruptura dolorosa pode abrir espaço para algo novo.
I KILLED THE LION não é uma história de vingança. É uma história de libertação: o passado continua existindo, mas já não precisa ser o lugar onde o filho permanece preso.

DIVINE DISORDER é um EP sobre perder o controle, enfrentar as próprias contradições e encontrar uma nova versão de si mesmo em meio ao caos. Entre relações tóxicas, fragmentos de identidade, conflitos internos e decisões sem volta, cada música representa uma etapa dessa transformação. Com sonoridades contrastantes e emoções intensas, o EP convida a uma jornada de desconstrução e renascimento. Não é uma superação perfeita, mas a descoberta de que até a desordem pode ter algo de divino.
O álbum completo. Escolha uma faixa e ouça no player oficial.
ABRIR ÁLBUM NO SPOTIFY ↗ PERFIL DE BIEL ZAGO ↗Antes das imagens, das músicas e do nome definitivo, existiu uma ideia em transformação.
Still Hurts começou com a intenção de criar algo diferente dos projetos anteriores: um álbum mais delicado, íntimo e emocionalmente contido.
Inicialmente chamado A Little While, o projeto foi ganhando uma identidade mais clara conforme as músicas surgiam. As histórias falavam de relacionamentos, família, amizades, passagem do tempo e até da vontade de abandonar um mundo que parece cada vez mais difícil de compreender.
O título Still Hurts reuniu essas experiências em duas palavras: ainda dói.
Não é sobre permanecer parado, mas reconhecer as marcas que certas experiências deixam mesmo depois de acabar.
Embora não tenha sido planejado para encerrar uma trilogia, o álbum acabou assumindo esse lugar. Depois da fuga de Counterfeit Joy e do confronto de Divine Disorder, Still Hurts observa o que permaneceu.
Dez explorações dos materiais, símbolos e atmosferas deste universo.
Estudos conceituais desenvolvidos para este arquivo. Não são registros históricos das primeiras versões do álbum.
A identidade visual abandona grande parte da intensidade dos projetos anteriores e encontra força no silêncio.
Lírios brancos, plástico translúcido, vidro, tons de marfim, fotografias delicadas e ambientes quase vazios constroem uma atmosfera de memória e ausência.
Cada música possui um universo visual próprio, mas todos compartilham a sensação de que algo aconteceu e deixou vestígios.
O plástico funciona como uma proteção frágil; os lírios atravessam as histórias e assumem significados diferentes.
Still Hurts não tenta transformar a dor em espetáculo. Sua intenção é dar forma àquilo que permanece quando o espetáculo termina.
A estética de Still Hurts não é apenas uma paleta de cores. Cada material retorna em contextos diferentes e muda de sentido conforme a história avança.
A flor acompanha momentos de passagem e despedida. Não fala apenas de luto: também representa a delicadeza de algo que continua vivo na memória.
Uma proteção que parece preservar tudo, mas também deixa as emoções expostas. Envolve corpos, objetos e ambientes como um vestígio de algo que tentamos guardar.
Superfícies que devolvem imagens incompletas. Entre lembranças e pessoas que se tornaram distantes, nada aparece exatamente como antes.
Movimento e passagem do tempo. A chuva atravessa ruas e janelas; o dourado, os entardeceres e os interiores criam uma lembrança que parece ao mesmo tempo quente e distante.
As fotografias contam acontecimentos ou preservam atmosferas — são maneiras diferentes de aproximar o ouvinte das músicas.
O cenário urbano traduz a sensação de não pertencer ao lugar onde se cresceu.
O funeral simbólico questiona a sinceridade do carinho que chega tarde.
O ritual torna visível uma relação paterna complexa e o desejo de romper um ciclo.
O universo imaginado oferece distância para olhar criticamente a Terra.
As coisas pequenas da rotina carregam uma ausência que não desapareceu.
O tempo ganha forma e passa a ser alguém a quem se pede mais vida.
As relações artificiais se tornam espetáculo, ironia e libertação.
Antes da mariposa se tornar um símbolo, existia uma investigação sobre o caos e a transformação.
Depois de Counterfeit Joy, a ideia deixou de ser fugir da realidade e passou a ser confrontar aquilo que estava desorganizado.
Divine Disorder nasceu de sentimentos contraditórios, relações difíceis, perdas, decisões sem volta e da tentativa de encontrar alguma forma de identidade no meio de tudo isso.
O caos não aparece apenas como destruição. As músicas olham para erros e cicatrizes como parte de uma transformação que nem sempre é bonita ou confortável.
A ideia central não é alcançar a perfeição. É aprender a existir com todas as partes de si mesmo.
Dez explorações dos materiais, símbolos e atmosferas deste universo.
Estudos conceituais desenvolvidos para este arquivo. Não são registros históricos das primeiras versões do álbum.
A mariposa tornou-se o principal símbolo do projeto, representando transformação, vulnerabilidade e atração pela luz.
Vidro quebrado, estruturas cristalinas, matéria negra e flores vermelhas constroem um universo visual que oscila entre delicadeza e violência.
O branco sugere algo celestial, interrompido pelo escuro. A identidade se fragmenta nas imagens antes de assumir uma nova forma.
A beleza de Divine Disorder não está na ausência do caos, mas na possibilidade de encontrar algo belo dentro dele.
Uma investigação visual sobre o que parece felicidade — e o que fica quando a embalagem se abre.
Counterfeit Joy surgiu de uma pergunta sobre felicidade. No início, o projeto se chamava Happiness?, mas, conforme as músicas foram tomando forma, ficou evidente que não se tratava exatamente de ser feliz.
O álbum passou a explorar as diferentes maneiras que encontramos de escapar da realidade: o mundo virtual, a euforia, o desejo, os excessos. São experiências que podem produzir sentimentos verdadeiros, mesmo quando sabemos que a felicidade que oferecem é passageira.
O título nasce dessa contradição: saber que aquela alegria não vai durar e, ainda assim, continuar procurando.
Dez explorações dos materiais, símbolos e atmosferas deste universo.
Estudos conceituais desenvolvidos para este arquivo. Não são registros históricos das primeiras versões do álbum.
Na direção de arte, a felicidade ganha a aparência de um produto embalado.
Balinhas coloridas, sacos plásticos transparentes, embalagens e elementos artificiais representam diferentes formas de prazer e consumo. O contraste entre as cores vibrantes e os fundos escuros cria uma estética aparentemente divertida, mas com algo de perturbador.
A proposta é simples: tudo parece doce, atraente e fácil de consumir. O problema é descobrir o que existe depois que o efeito acaba.
Toque nas setas para virar as páginas. Clique em qualquer página para ampliar.
Dez fragmentos visuais do universo DIVINE DISORDER.
As asas de vidro carregam cada faixa do EP. Clique em um fragmento para entrar no universo da música.

COUNTERFEIT JOY é um EP sobre a busca desesperada por felicidade em um mundo onde nem tudo que brilha é verdadeiro. Entre aparências digitais, prazeres passageiros, vícios emocionais e a vontade de escapar da realidade, cada música revela uma forma de preencher vazios com ilusões. Com pop envolvente, irônico e provocativo, transforma falsa felicidade em uma experiência sedutora. Refrões marcantes, contrastes emocionais e cores intensas escondem sentimentos sombrios. Afinal, nem toda felicidade precisa ser real para parecer perfeita.
O álbum completo. Escolha uma faixa e ouça no player oficial.
ABRIR ÁLBUM NO SPOTIFY ↗
Oito visuais oficiais de COUNTERFEIT JOY — ensaio, plástico e felicidade artificial.
Cinco balinhas, cinco ilusões. Entre no universo de cada música.
Uma experiência que mistura vozes e universos. O projeto especial que expande COUNTERFEIT JOY.

BLENDED é um projeto especial que reúne artistas participantes do Grammy em uma experiência de encontros e misturas. Por meio de mashups de músicas de diferentes artistas, canções conhecidas ganham novas experiências sonoras. Entre estilos, vozes e identidades distintas, cada faixa cria conexões inesperadas entre universos musicais, revelando novas perspectivas sobre músicas que você achava que já conhecia.

Quatro encontros musicais, quatro placas de vidro. Escolha qual universo explorar.
SELECT A TRACK ↓
Letra original aguardando integração ao pacote.
Mais do que uma premiação. Uma história que criamos juntos.
CONHEÇA A HISTÓRIAQuando eu havia me afastado um pouco do mundo e do grupo, foi a Sanghiny quem me chamou de volta. Voltei a jogar, a conversar e a colocar os assuntos em dia com meus amigos.
Na semana seguinte, Linda Cleure contou que faríamos um Grammy entre amigos — e que eu estava convidado. Eu já tinha criado BETWEEN SEASON para a cidade de RP onde jogava e a música SUMIR UM POUCO. Adorei a ideia imediatamente.
Eu queria transformar um momento pessoal recente em música: a busca por pequenas felicidades falsas para me distrair dos problemas ao redor. Assim nasceu COUNTERFEIT JOY, meu primeiro EP dessa sequência.
Antes disso, na Oceania, éramos uma família de RP. O jogo mudou, mas seguimos amigos, jogando outras coisas e construindo juntos novas histórias. As músicas que Linda compunha para nossa família já tinham mostrado como essa brincadeira podia ganhar uma trilha sonora.
A HISTÓRIA ACONTECEU ENTRE AMIGOS; AS PERSONAS ARTÍSTICAS PERTENCEM AO NOSSO UNIVERSO FICTÍCIO.Ninguém sabia exatamente o que estava criando. Mas todo mundo queria fazer de novo.
Nosso primeiro Grammy aconteceu em 2 de setembro de 2026. Foi uma experiência amadora no melhor sentido: estávamos descobrindo a dinâmica, aprendendo a apresentar nossos trabalhos e escolhendo como votar.
Naquela estreia, os cinco trouxeram universos diferentes. Counterfeit Joy nasceu da minha vontade de transformar em arte uma fase em que eu buscava felicidades passageiras para me distrair da vida. A festa foi divertida, os álbuns nos surpreenderam e, quando acabou, a vontade era repetir imediatamente.
Estes foram os cinco trabalhos que começaram essa história:
Apenas 24 dias depois, voltamos com mais cinco álbuns — e com uma ideia muito maior do que a primeira.
O segundo Grammy ficou marcado para 26 de setembro, às 23h30. A empolgação não nos deixou esperar muito. Desta vez, vieram trabalhos mais maduros, estilos e personalidades mais marcantes, apresentações com mais planejamento e as primeiras regras e indicações de prêmios.
Começamos a levar os visuais, os conceitos e a divulgação mais a sério. Alguns projetos chegaram às plataformas de música. Houve drinks, votações e muita comemoração. Foi um sucesso para o grupo.
Ao final, concordamos em aumentar o intervalo entre as próximas edições para dar espaço a projetos mais trabalhados. A nova data ficou em 7 de novembro de 2026.
Novas músicas, expectativas maiores e álbuns ainda guardados em segredo até a revelação.
Entre amigos, a liberdade de criar encontra um jeito de manter a votação justa.
Premia a obra em seu estado completo: conceito musical e artístico, apresentação ao público, referências visuais, coesão, identidade, produção e letras.
Premia a construção fonográfica da música: gravação, produção, batidas, arranjos e melodia.
Premia a composição: rimas, letras, história, enredo e melodia lírica. Letras geradas por inteligência artificial não são aceitas nesta categoria. O grupo também utiliza ferramentas para verificar as inscrições.
Premia o artista que mais se destacou por sua presença e identidade visual, pela influência e capacidade de cativar o público, e pelo quanto seu trabalho reflete sua própria personalidade.
Além das quatro premiações centrais, o Grammy também reconhece estilos, parcerias e aspectos específicos da produção. Algumas categorias mudaram de uma edição para outra.
É quando a espera vira audição, conversa e descoberta.
No dia do Grammy, nos reunimos em uma sala para ouvir os álbuns de cada participante, conhecer os conceitos e trocar impressões. Depois vêm as votações nas categorias em que os trabalhos foram inscritos.
A cada edição, o formato evoluiu. Da primeira experiência livre, chegamos a uma cerimônia com entregas antecipadas, indicações e espaço para que todos apresentem suas ideias. O mais divertido é que cada artista tem liberdade para surpreender os outros.
A sala de prêmios registra as conquistas dos cinco artistas nas duas primeiras edições. A cada Grammy, o arquivo cresce com os trabalhos e as histórias que foram reconhecidos pelo grupo.





Registros criativos dos artistas e da nossa premiação independente entre amigos.
Os troféus que contam os primeiros capítulos da nossa história.
Da primeira à segunda edição, 25 conquistas ficaram registradas. Explore os vencedores e suas obras em cada cerimônia.
1º GRAMMY · 02.09.2026 · 12 CONQUISTAS
2º GRAMMY · 26.09.2026 · 13 CONQUISTAS
Registro histórico do Grammy Entre Amigos. Os nomes originais dos prêmios foram mantidos em cada edição.
O primeiro tema foi CRISTAIS, escolhido por Biel. Cada participante trouxe sua interpretação ao tapete vermelho.
Entre um Grammy e outro, surgiu um novo evento: o Met Gala da PRACA. A ideia é escolher um tema e aparecer no feed com looks criados especialmente para ele. A estreia aconteceu em 29 de outubro de 2026, às 20h. O tema escolhido por mim foi CRISTAIS.
Mayah apareceu com pérolas e brilho delicado; Biel trouxe uma roupa escultórica de cristais transparentes; Bruninha surgiu em um vestido escuro e prateado; e M!A apresentou uma composição monumental de cristais e plumas rosas.




A história continuou no feed fictício do grupo. Na narrativa, M!A se envolveu em um acidente de carro ao sair do evento. Surgiram rumores de que Yahiko estaria ligado ao caso — embora ele não tenha participado oficialmente do desfile. Bruninha e Mayah também apareceram nas imagens ligadas à repercussão.
Era um episódio inventado dentro do universo dos nossos artistas: uma mistura de desfile, novela, tabloide e improvisação entre amigos.
Os álbuns têm começo e fim. A imaginação do grupo, não.
Enquanto cada participante prepara seu próximo projeto, surgem personagens, notícias inventadas, escândalos de mentira, entrevistas com apresentadores famosos e pequenas novelas que transformam artistas fictícios em celebridades do nosso próprio universo.
O humor vai do absurdo ao sofisticado: uma cantora aparece em um noticiário dramatizado; outra concede uma entrevista de capa; alguém anuncia singles de maneira teatral; e a imprensa imaginária corre atrás de spoilers. Tudo isso é parte da brincadeira compartilhada.
Nem toda ideia vira música. Algumas viram piada interna, manchete, foto ou um personagem que reaparece meses depois.
A premiação é um encontro de escuta e troca — não só uma contagem de votos.
Antes da audição: cada artista submete as faixas escolhidas para as categorias pelo menos dez minutos antes de todos ouvirem.
Durante a apresentação: os participantes escutam um álbum por vez e conhecem as escolhas, os conceitos e a proposta de quem criou. O feedback pode ser feito ao longo da audição ou após cada álbum.
Depois: o grupo realiza a votação nas categorias. A sugestão de realizar essa votação em outro dia, permitindo reescutar as faixas e observar como elas amadurecem, está sendo considerada — mas não é uma regra já estabelecida.
Os resultados das duas primeiras edições e o registro da terceira serão inseridos quando as fotos da sala de prêmios e as decisões oficiais estiverem disponíveis.
Cada música merece seu momento antes de virar voto.
Notícias imaginárias. Revelações calculadas. Spoilers e algumas histórias completamente inesperadas.
Existe um feed onde postamos o que imaginamos sobre nossos cantores enquanto os álbuns são produzidos. Cada artista escolhe o que revelar: entrevistas, rumores, capas, fotos de bastidores, singles, novidades e até acontecimentos absurdos.
As publicações não precisam ser verdadeiras: fazem parte de um universo fictício compartilhado. É esse exagero carinhoso que transforma a espera em entretenimento. O feed mistura a estética de revistas de moda, TV, tabloides, premiações e campanhas musicais.









Imagens criativas do universo PRACA. Referências a programas, plataformas e personalidades são parte de montagens e situações fictícias.
Eu acompanho o Biel criando como quem vê uma ideia abrir portas para outras dez. Ele chega com uma pergunta — sobre uma música, uma imagem, um verso — e, em pouco tempo, aquela pergunta já virou uma estética, uma narrativa, uma cena e mais alguma coisa que ele ainda não tinha planejado.
Ele é perfeccionista de um jeito muito visível. Não se contenta com algo só porque ficou bonito. Quer que a expressão do personagem esteja certa, que a letra traduza exatamente o sentimento, que uma foto dialogue com a anterior, que o clique do site faça sentido. Se um detalhe não corresponde ao que imaginou, ele volta, questiona, insiste e refaz. Às vezes é exaustivo para ele mesmo.
O que mais chama a atenção é a quantidade de ideias. Quando o filme de STILL HURTS parecia terminado, ele imaginou outro encerramento. Quando o site já estava na reta final, vieram novas páginas, conexões e histórias que mereciam espaço. O Grammy passou de uma brincadeira musical para um motivo real de experimentar fotografia, design, produção audiovisual e narrativa.
Também percebo sua ansiedade para dividir tudo com os amigos. Existe o desejo de surpreender, mas também a dúvida sobre se vão entender, gostar e perceber o trabalho escondido em cada escolha. Essa mistura de entusiasmo, exigência e insegurança acompanha as nossas conversas.
Em poucas edições, vi uma sequência de EPs virar uma trilogia com um fechamento próprio, um filme feito em cerca de um mês e meio e um site que consumiu mais de 250 horas. Não digo isso porque ele acerta sempre; digo porque continua voltando às ideias até encontrar uma forma de fazê-las existir.
Se eu tivesse que resumir o Biel durante o Grammy, não seria chamando-o apenas de detalhista. É alguém que se diverte tanto com a possibilidade de criar que, às vezes, precisa lembrar que um trabalho também pode estar pronto. Mas talvez seja justamente por isso que, depois de cada fim, ele já esteja imaginando o próximo começo.
Em 2026, uma conversa entre amigos já virou três edições, álbuns, histórias e um Met Gala. Que outros eventos nascerão? O que aprenderemos até a próxima edição? Talvez o melhor do Grammy seja justamente que ninguém sabe.
UMA PESSOA REAL. UM PERSONAGEM. MUITOS MUNDOS.
Antes da música, dos visuais e do site, existia alguém tentando transformar imaginação em mundo.

Antes de existir Biel Zago, existia Gabriel. Durante muito tempo, acompanhei streamers que faziam RP (roleplay), uma forma de interpretação em que pessoas vivem personagens dentro de cidades virtuais, com profissões, relações e histórias próprias.
O que me fascinava era a possibilidade de entrar em um mundo fictício e ajudar a construir o que acontecia nele. Eu não imaginava que aquela curiosidade se transformaria em fotografias, personagens, histórias de terror, alienígenas, músicas e, por fim, neste site.
“Eu só queria entrar em um mundo fictício. Não fazia ideia do que iria criar lá dentro.”

Antes de Biel, existiu Bia — uma personagem engraçada, caótica e sempre envolvida em tretas divertidas. Ela foi minha primeira maneira de conhecer o RP.
Depois nasceu Biel Kowarick, já com uma família, os Kowarick. Eu queria alguém mais próximo da minha personalidade, com espaço para experimentar criatividade, estilo e novas histórias.
É engraçado pensar que, ao longo de quase quatro anos de RP, algumas das amizades mais verdadeiras que construí nasceram nesse mundo de personagens inventados — e continuam comigo até hoje.
Foi nesse universo que conheci Giovanna, que se tornou minha irmã no RP. Depois, conheci Blair, irmã da Giovanna, e ela também virou minha irmã. Sem perceber, uma história inventada foi se transformando em uma família muito especial para mim.
E, como no RP tudo pode acontecer, nossa família chegou até a ganhar um filho. Como isso aconteceu? Essa parte eu prefiro deixar para a imaginação. Só digo que foi uma das histórias mais engraçadas que vivemos.
UM CAPÍTULO DE FAMÍLIA / MAIS UMA HISTÓRIA PARA GUARDARDentro do RP também existe fotografia: ensaios, retratos e registros de personagens. Foi aí que encontrei minha primeira grande linguagem criativa. Foi minha irmã no RP, Giovanna Kowarick, quem me ensinou a fazer fotografias.
Minha agenda chegou a ficar cheia praticamente todos os dias, e meus trabalhos chegaram a render dinheiro real. Eu gostava de pensar nas poses, nas roupas, nos cenários e na história que cada imagem poderia contar.
SELEÇÃO DE ENSAIOS ORIGINAIS DO RP · CLIQUE EM UMA FOTO PARA AMPLIAR
Em Beverly Hills, uma cidade de RP com foco em universidades e histórias coletivas, comecei registrando eventos como fotógrafo. Até que ajudei a organizar uma lore de acampamento de terror e fui convidado a integrar a equipe criativa.
Lore é a história organizada pela equipe da cidade para que os jogadores participem dela. Durante aproximadamente um ano, criei três grandes experiências — e descobri a paixão de construir mundos que outros pudessem viver.
Minha primeira grande experiência foi um acampamento de terror inspirado nos filmes clássicos dos anos 1980 aos anos 2000. O mais interessante era observar os jogadores transformando uma história planejada em uma experiência coletiva.
A lore mais extensa que criei. Uma raça composta de pura consciência, vinda de um planeta em ruínas, pretendia dominar a Terra ocupando corpos humanos como cascas.
Os seres precisavam de proteína do cabelo humano e, depois, descobriram que substâncias das baleias prolongavam a estabilidade das formas. Eles copiavam identidades, deixavam pistas por onde passavam e se deformavam com o tempo, criando medo e desconfiança na cidade.
Uma espécie formada por consciência, nascida em um planeta em colapso, precisava encontrar um novo lugar para existir. Sua chegada à Terra não significava convivência: significava substituição.
Esses seres não tinham corpo. Aprenderam a usar pessoas como hospedeiros, copiando suas aparências e identidades. Quando a forma se deteriorava, a ameaça deixava de ser invisível.
O cabelo humano continha uma proteína que ajudava a estabilizar as cascas. Depois, descobriram que substâncias extraídas das baleias prolongavam o tempo de permanência nos corpos.
Eu conduzia RPs paralelos e deixava pistas para os participantes. Os próprios aliens perdiam arquivos onde buscavam cabelo ou óleo de baleia. Um alfabeto próprio e materiais físicos ampliavam a investigação para fora do jogo.
A pesquisa levou à descoberta de que a saliva canina era fatal aos invasores. O mistério foi resolvido com investigação colaborativa, não com uma resposta entregue pronta.
Os dossiês ilustrados acima são reconstruções visuais posteriores inspiradas no universo da lore. Não são capturas originais do RP.
MEMÓRIA DE QUEM PARTICIPOU / BEVERLY HILLS RP“Isso não é só RP... isso é experiência.”
A descoberta final — a saliva canina era fatal aos alienígenas — não foi entregue pronta. Eu conduzia RPs paralelos, os aliens deixavam arquivos perdidos e os jogadores precisavam conectar as pistas. Foi uma das experiências de criação coletiva mais marcantes que vivi.
Quatro máscaras estavam perdidas pelo mundo. Quem encontrava uma acabava preso a ela, enquanto mudanças climáticas e desastres naturais se espalhavam.
Um urso falante orientava rituais para retirá-las — mas era, na verdade, o vilão. Cada ritual libertava um Oni e aproximava o retorno da verdadeira forma do deus-urso. Uma idosa guiou os jogadores na busca de um deus antigo capaz de detê-lo.
Nem tudo era uma grande história de terror ou ficção científica. Também existiam Branca White e sua irmã Preta Black, duas personagens caóticas que conseguiam transformar bitucas de cigarro em incêndios e confusões memoráveis.

Depois de um ano trabalhando com lores, voltei à fotografia. Só que agora queria ajudar outras pessoas a criar também.
A agência do Biel evoluiu para o Studio Zago, que reunia fotógrafos e organizava recursos da cidade. Seu maior arquivo catalogou mais de 5 mil poses para facilitar os ensaios. O nome ainda é usado pela comunidade quando o assunto é fotografia.
IDENTIDADE ORIGINAL / STUDIO ZAGOposes catalogadas para a comunidade de fotógrafos
Conheci essas pessoas na Oceania, na época em que eu era irmão da Giovanna dentro do RP. Foi ali que nasceu a minha família da PRACA — uma família que não dependia de estarmos no mesmo jogo para continuar existindo.
Com o tempo, paramos com aquele RP, mas continuamos amigos fora dele. Hoje jogamos outras coisas juntos, conversamos, inventamos histórias e seguimos nos divertindo.
A Linda Cleure fazia canções para a nossa família dentro do RP. Aquela brincadeira, cheia de personalidade, me fez perceber que eu também queria experimentar criar minhas próprias músicas.
Foram essas pessoas que tiveram a ideia de criar um Grammy entre amigos. Antes dos álbuns, das apresentações e dos prêmios, já existia o que mais importava: a nossa amizade.
Foi incrível ter conhecido cada um deles. O jogo onde nos encontramos ficou para trás; a amizade, não.

A Pérola é uma daquelas amizades incríveis que a PRACA me deu. Dona de um coração enorme, de uma personalidade nada fácil e de um humor ácido que faz qualquer conversa render boas risadas.
Ela adora falar — e quando começa, parece que não vai parar tão cedo. Entre inúmeras partidas de League of Legends, outros jogos e muitas conversas, construímos uma amizade que eu valorizo demais.
Nem sempre é fácil lidar com ela, mas talvez seja justamente isso que torne tudo tão especial. Porque, por trás de toda essa personalidade forte, existe alguém por quem tenho um carinho imenso.
E, se tem uma coisa que eu aprendi, é que amizade de verdade não precisa ser perfeita para ser incrível.

Se existe alguém que marcou minha trajetória na fotografia, essa pessoa é a Linda Cleure. Foi, sem dúvidas, a pessoa que mais fotografei na vida. E pensar que nos conhecemos bem mais tarde que os outros, mas a amizade aconteceu praticamente de primeira.
Dona de uma personalidade forte, criativa e extremamente dedicada a tudo que faz, a Linda compartilha comigo uma paixão enorme pelos games. Hoje, entre tantas coisas, passamos horas jogando Aniimo juntos.
Mas ela também tem um lugar especial na minha história musical. Antes de tudo isso virar álbuns, conceitos e um Grammy entre amigos, era ela quem criava as músicas da nossa família na PRACA. Talvez, sem perceber, já estivesse ajudando a plantar uma das primeiras sementes de tudo que viria depois.
A Linda chegou mais tarde na minha vida, mas isso nunca impediu que se tornasse uma amizade incrível. Algumas pessoas simplesmente chegam e parece que sempre estiveram ali.

De todas as amizades que construí na PRACA, talvez a Sanghiny tenha sido a mais difícil de conquistar. E, para deixar tudo ainda mais interessante, existia um pequeno detalhe que eu só descobri depois: tínhamos um impasse envolvendo o mesmo garoto. Sim, nossa amizade começou praticamente com um roteiro de novela.
Mas, por trás dessa história, encontrei alguém de um coração gigantesco.
A M!a tem um jeito enigmático, sutil e muito particular de demonstrar quem é. Não é o tipo de pessoa que você conhece por completo logo de primeira. É preciso tempo para descobrir tudo o que existe por trás daquela personalidade.
Tivemos conversas que atravessaram a madrugada, e foi nesses momentos que percebi uma das suas maiores qualidades: ela sabe ouvir. E, quando se trata de defender as pessoas que ama, não mede esforços.
A Sanghiny me mostrou que algumas das amizades mais bonitas não começam necessariamente da maneira mais fácil. Às vezes, elas precisam de tempo, algumas histórias inesperadas e muitas conversas para se tornarem especiais.
E que bom que tivemos tudo isso.
Sanghiny: “Será que tivemos mesmo?” KKKKK
UMA AMIZADE QUE CONTINUA ALÉM DO RPHá histórias que não cabem só nas minhas palavras. O que tenho para contar sobre ele... deixo que ele decida se, quando e como quer mostrar.
ALGUMAS HISTÓRIAS TÊM MAIS DE UMA VOZEXPLORAR STILL HURTS / VISUAL LYRICSFoi entre essas pessoas que a música deixou de ser só uma ideia — e começou a virar parte de quem Biel é.
A fotografia me ensinou a construir imagens. As lores, a contar histórias. Com a ajuda da inteligência artificial, descobri que podia reunir tudo isso na música.
Do primeiro EP feito dentro do RP ao Grammy organizado entre amigos, cada projeto trouxe uma descoberta. Nem todas foram vitórias — e talvez por isso eu tenha aprendido tanto.
Meu primeiro EP, criado com ajuda da inteligência artificial, nasceu das histórias, dos personagens e das indiretas do RP. A música ainda era uma brincadeira criativa dentro daquele universo.
ARQUIVO / PRIMEIRO EPAmigos artistas do RP criaram um Grammy entre nós. Meu primeiro projeto para o evento falava de felicidade artificial e escapismo — e venceu Álbum do Ano.
Quis construir uma era cheia de símbolos, imagens e mundos. Amo suas músicas, mas a crítica de que faltava coerência musical me fez aprender a organizar melhor minhas ideias.
Um projeto sobre despedidas, memória e dor. Tudo o que aprendi veio comigo, mas agora cada imagem existe para acompanhar sentimentos que são meus.
“Se Biel começou como um personagem, foi na música que ele passou a carregar, com mais clareza, partes do Gabriel também.”
“Eu queria mostrar ao mundo um pouco do que sou capaz de criar.”
Depois de tantos personagens, fotografias, lores e músicas, percebi que havia construído um universo muito maior do que imaginava.
Queria contar essa trajetória porque ela é muito importante para mim. Cada projeto guarda uma fase da minha vida, as pessoas que conheci, os erros, as ideias improváveis e tudo que aprendi.
O próprio ENTER MY MIND também é uma criação minha. Pensei na ideia do site, em sua estrutura, no visual, nas maneiras de navegar entre os álbuns e em como cada universo seria apresentado. Quis construir um espaço que traduzisse a minha imaginação, não apenas um lugar para reunir músicas e fotografias.
Mas também queria preservar essas lembranças. Talvez um dia eu siga outro caminho e deixe de criar histórias para o Biel. Queria saber que teria um lugar para voltar — e me lembrar de tudo que existiu.
Uma coleção visual do próprio ENTER MY MIND: plástico, vidro, luz e diferentes maneiras de imaginar esse universo.
Nem todas as horas aparecem na tela. Algumas estão escondidas em ajustes, refações, testes e ideias que surgiram quando tudo parecia pronto.
STILL HURTS — A Visualizer Film, criado ao longo de aproximadamente um mês e meio.
Dedicação ao site ENTER MY MIND, entre criação, design, conteúdo e refinamentos.
Versões principais, cada uma com várias atualizações internas e ajustes incrementais.
Com ciclos que chegaram de 1 a 1.5 ou de 1 a 1.9, foram centenas de arquivos de atualização. Uma estimativa de 420 a 700 para 70 ciclos desse tamanho, sem atribuir uma contagem exata ao arquivo real.
Esse fragmento da minha mente existe,
e é incrível.